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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Lar é o que vem dentro


























Estes dias estava fotografando com Luise pela minha cidade e paramos em frente a uma casa muito linda que tinha uma bicicleta vermelha estacionada. Durante o ensaio na frente da fachada, eis que aparece a dona do imóvel. 
Ela era uma Senhora muito simpática e achou interessante a gente estar fotografando ali fora e então nos convidou para conhecer a sua casa. No começo ficamos sem graça achando que seria talvez um incômodo, mas logo que entramos percebemos o quanto ela estava feliz com a nossa visita.

Ela foi mostrando os trabalhos artísticos que fazia e nos fazendo ler as plaquinhas que estavam espalhadas pela casa em que ela escrevia pequenos textos. E então fomos adentrando no seu mundo, ao seu íntimo que era o lar.



O lar é o que vem dentro das paredes, é o nosso íntimo, o nosso modo de ser. Nele estão as marcas da nossa história, que são os porta retratos, as marcas das paredes, as almofadas do sofá, até mesmo os arranhões da madeira, é o que resiste ao tempo.
Os objetos são os assessórios que representam as épocas, a moda que está e que passou, as nossas necessidades e o tempo. Sim, os objetos podem ter 30, 40, ou ate 100 anos, e alguns vem de outras pessoas que nem existem mais no mundo material.
Porém o lar é mais que isso. O lar carrega uma energia, é como se absorvesse a nossa personalidade. Quando o apresentamos a alguém, deixamos que esta pessoa sinta um pouquinho dos nossos sentimentos.

Atualmente estamos mudando tão rapidamente, trocamos os objetos o tempo todo, entra e sai pessoas na nossas vidas numa velocidade tão grande. É tudo tão moderno, tão perfeito que não existem marcas do que já fomos.

Eu gosto dos lares antigos, daqueles que tem um pouquinho de poeira no canto, ou um objeto fora da moda. Eu gosto dos lares que ao conhecer parecem que caminhamos numa linha do tempo. Eu gosto dos lares que combinam com o sentir, que me trás curiosidade em conhecer mais e mais de alguém, como eu conheci aquela Senhora. De longe ela nem parecia ter um grande talento, foi o lar que me mostrou o que ela era e o que tinha de especial.



quinta-feira, 23 de março de 2017

Você tem medo do sucesso?

Fonte: www.pinterest.com

Viver um grande sonho, quem nunca desejou isso? Poder gritar para o mundo que mora, trabalha ou faz o que ama. Porém o fato é que são poucas as pessoas que podem sair por aí dizendo que realizou um sonho. Então pensamos: Por que será que só alguns conseguem?

E aí ficamos frustados, amargurados e até mesmo com inveja do outro. A nossa cabeça começa a formar pensamentos negativos, nos sentimos injustiçados e passamos a acreditar que algumas pessoas são mais sortudas do que a gente.

Fonte: www.pinterest.com

Mas você já parou para pensar que a culpa não é do universo que parece não conspirar a seu favor, mas sua mesmo? Será que você não se apegou ao fracasso porque é mais fácil, ou não tem coragem de abrir mão de certo conforto para correr atrás do que deseja?

É delicioso jogar a culpa nos outros (chega a ser confortável), se lamentar, fazer cara de coitado, não assumir certas responsabilidades e viver no comodismo. Digo isso porque muitas vezes também passo por isso.

Fonte: www.tumblr.com


Mudar é doloroso, ter que abrir mão de muitas coisas como, por exemplo, a cidade que você mora, seus amigos, carreira, um casamento e até mesmo o que você achava que era por muitos anos. Depois de tudo ainda ter que aguentar o julgamento dos outros e o medo de fracassar. Porém quando estamos indo em busca do que amamos, nos enchemos de inspiração e ficamos mais felizes.

As vezes vem uma voz na nossa cabeça dizendo que chegou a hora de tomar uma posição e mudar a realidade em que vivemos, mas aí nos auto-sabotamos. Por quanto tempo mais teremos que aguentar a infelicidade de não fazer o que amamos?

Fonte: www.pinterest.com

 Vamos deixar para trás o medo de ser um sucesso.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A geração que sempre está na bad





























É incrível a quantidade de posts em blogs e compartilhamentos nas redes sociais sobre estar na bad. Tenho certeza que você também se identificou com algum deles em algum momento da sua vida ou vários, sempre existe a sensação de vazio que nunca é preenchido com nada. Nunca a realidade está boa, sempre falta algo, falta dinheiro, faltam amigos, um carro, uma viagem, uma faculdade, falta até mesmo se entender melhor. Quem somos de verdade? Parece que nossa geração está vivendo para fingir que “vive” nas redes sociais, mas quando desliga o wi-fi e fecha às páginas que estão abertas do navegador, a realidade cai como uma pedra enorme acertando as nossas cabeças.


A realidade está bem distante daquela que mostramos nas nossas redes sociais. Intagram, facebook, twitter são somente vitrines que mostram a nossa forma mais superficial e bela. Afinal, ninguém quer demonstrar fraqueza nesses tempos modernos onde tudo parece ser fácil se você por acaso dominar algumas estratégias. A internet esta aí para isso, para te dar um mundo de oportunidades e emoções. É uma explosão de criatividade e vida perfeita, mas que no fundo está todo mundo sem saber direito por qual caminho andar, sem saber direito a sua própria identidade.


A geração que está sempre na bad, vive no meio de cobranças, de insatisfação, da falta de motivações reais que não sejam passadas apenas por vídeos no youtube. Vive com medo de encarar a realidade e construir um caminho para o futuro que parece tão incerto, afinal essa geração muda seus desejos em questão de segundos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

As vezes não conseguir o que você quer é uma tremenda sorte



Hoje pela manhã eu estava assistindo o programa Mais Você da Ana Maria Braga e para encerrar ela falou a seguinte frase: As vezes não conseguir o que você quer é uma tremenda sorte.
E então fiquei por um bom tempo pensando nela e lembrando de várias coisas da minha vida que desejei muito, mas que não saíram do jeito que planejei e que eu chorei e me irritei, mas que hoje vejo que foi melhor assim.

As vezes não conquistar algo pode parecer doloroso demais, mas sempre há uma oportunidade em tudo. Um bom exemplo é o vestibular, você passa o terceiro ano todo estudando para um curso que você acha que é o ideal para a sua vida, faz o vestibular e acaba não passando, ou então você entra na sua segunda opção do enem. Você vai ficar muito irritado, mas acaba cursando outro curso e se descobrindo em uma área que você nem pensou que um dia pudesse gostar. E talvez no futuro você possa ser um grande profissional, melhor do que aquilo que você imaginou.
Ou então teve que fazer um cursinho durante o ano todo e ficou muito irritado, mas ai você acaba conhecendo pessoas novas e elas se tornam suas amigas.

Também aquela amizade ou relacionamento que você achou que duraria até a eternidade não deu certo, mas aí apareceu na sua vida uma nova pessoa que te complete de verdade. E no futuro você viu que foi a melhor coisa que aconteceu.

É que a nós achamos que sempre estamos certos, fazemos um grande planejamento e quando as coisas não acontecem pensamos que é o fim do mundo.
Vamos acreditar que sempre tem um lado bom nas situações que passamos, não podemos controlar tudo na vida e não conseguir o que deseja pode te livrar de uma decepção ainda maior. Pense nisso. :)

terça-feira, 30 de junho de 2015

Texto: Saída de Emergência

Fonte: www.tumblr.com


"Saída de emergência" - dizia a plaquinha. Mas minha válvula de escape mesmo é entrar na tua vida. Quebrar os vidros do julgamento e fugir pela porta da simplicidade. Se o fogo do atrito quiser nos queimar, usamos o extintor do amor e ficamos, entramos, amamos e somos. Nós sem nós, ficar e sair; fugir, te ter, me ter. Respiro fundo e não preciso de maca. O amor é desfibrilador natural. O acidente mais lindo dessa história foi poder te (re) encontrar. Sobreviveremos, sobrevivemos!

Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

sábado, 6 de junho de 2015

Inferno astral existe?

Fonte: www.tumblr.com

Não sei se acontece com todo mundo ou só comigo, mas quando vai chegando perto o dia do meu aniversário passo por momentos super difíceis e muitas vezes tristes. Não me sinto bem, fico muito sensível e parece que uma onda de "negatividade" chega até mim.
Sempre gostei dessa coisa horóscopo, de ver como será meu signo esse mês, fazer o mapa astral e sair olhando diversas coisas relacionadas e pesquisando achei assuntos sobre o temido inferno astral.

Fonte: http://o-riso-renova.tumblr.com/image/101210133134

Esse período corresponde cerca de 30 dias antes do aniversário, ele representa o fim de um ciclo e influencia nos nossos sentimentos, pois diminui a estabilidade emocional. Sendo assim acho que estou no meu. rs
O bom é que depois que tudo isso passa é só se preparar para ser feliz e começar um novo clico da vida.

Vocês já passaram por isso?

terça-feira, 12 de maio de 2015

Texto: Sem hora e senhora de nós

Fonte: www.tumblr.com



Eu não sabia que eu estava perdida até te encontrar. Parecia que eu ia certa por um caminho e encontrei alguém que me desnorteou por completo. 
"Não é por aí, mocinha!"- E aonde será que eu estou indo? - fiquei me perguntando. 
Não que eu estava no caminho errado, é que aquela estrada ali, pra mim, já tinha findado. Eu me vi sem agenda, sem rotina, sem relógio e deixei o amor me guiar, me guardar, me ganhar e te ganhei... me ganhei!



Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

terça-feira, 5 de maio de 2015

Texto: Labirinto

Fonte: www.tumblr.com


O pior labirinto é o das próprias dores. Não sabia que meu coração era tão grande, até que comecei a me perder dentro dele. Foram tantas as vezes em que precisei varrer para debaixo do tapete todas as infelicidades da vida, que, ao encontrá-las, findei por me desencontrar. 
Um ambiente escuro, torturante e que acaba me prendendo ali. Não entendia o porquê de vez por outra chorar, mas notei que cada lágrima era como um espirro, quando resolvemos fazer uma faxina em casa (que nesse caso era o meu próprio ser).
Mesmo perdida, cansada e assustada, sempre aparece uma lamparina em forma de gente e me leva para onde já foi varrido. O amor, sem sombra de dúvidas, é capaz de regenerar tudo, mesmo que lentamente (talvez para não ferir mais; talvez para não doer tanto).

Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

terça-feira, 21 de abril de 2015

Texto: Alma Limpa

Fonte: www.tumblr.com


Ela que tanto cuidava e que tanto fazia, limpava a sujeira dos corações alheios e empoeirava o seu. Havia tanta sujeira, que ela esqueceu que havia ali um coração. Por Deus, quem resistiria a tamanho caos? E mesmo assim, de coração mole e adormecido, ela seguiu, prosseguiu e conseguiu: Amar! Aquele coraçãozinho, a cada pulsar, espalhava um pouco da camada cinzenta que o recobria. Entretanto,ela havia esquecido ou não sabia o que era ser amada. Ela não entendia o porquê de, apesar de pulsar forte, o coração continuar assim, tão apagado. Amava demais. Amava por ela, por ele e por seus filhos (que ainda nem vieram). Todos os dias, ela fazia questão de ficar limpa e perfumada, mas, naquele dia em especial, foi diferente. A cada vez que aquelas mãos passavam pelo seu corpo, além do prazer aflorar sua pele molhada, as cicatrizes da alma pareciam sumir. Era um banho de vida e todos os sonhos que a vida havia lhes roubado, pareciam ser repostos em meio aquele cheiro de sabonete. Tentou sorrir. Não conseguiu. Puxou o moço e o abraçou. A água do chuveiro não conseguiu confundir suas lágrimas, que saiam feito água suja depois de faxina. "Obrigada!" - sorriu timidamente - "Você lavou minha alma!".

Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Texto: Um divisor de águas

Fonte: www.tumblr.com


Um sol forte, iluminado e quase branco. Os raios tangenciavam a minha face e dividiam espaço com os primeiros e tímidos pingos de chuva, despencados de uma nuvem azulada. 
De um lado, asfalto; do outro, um córrego mal-cheiroso e poluído. Numa meia luz (parece que o céu estava indeciso se chovia ou não), repousei meus olhos numa casinha roxa, simples e, aparentemente, aconchegante. 
Por alguns instantes, desejei e atravessei o tempo, pudendo ouvir, inclusive, os barulhos de crianças brincando. Meu lar! Quando os pingos engrossaram, bateu um medo. A luz diminuiu e comecei a pensar nos óbstaculos que eu ainda iria enfrentar até conseguir tudo isso. Olhei para o lado, temerosa da nuvem e, para minha surpresa, havia um lindo arco-íris. A luz parecia ter mudado de lugar. De imediato li aquele sinal: São tempestades, águas sujas saindo do nosso coração: Uma verdadeira limpeza. 
Depois, como sempre disseram e eu duvidava, ser arco-íris (ou feliz, como queiram), é totalmente possível!



Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

terça-feira, 31 de março de 2015

Texto: Meu céu

Fonte: www.tumblr.com



A poesia dos teus olhos ofusca tudo aquilo que já escrevi

O toque das tuas mãos anulam qualquer outro que já senti
O teu coração batendo junto ao meu,
O prazer de sentir que eu sou teu
Nada consegue definir
Nem eu consigo exprimir
O estrago de alegria que você me faz
Perco a métrica
Perco a rima
Perco a fala
Ganho teu beijo
A voz se cala
Entre frases, choros e sorrisos
Eu sei, só eu sei, que teu abraço é meu maior paraíso


Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

quinta-feira, 26 de março de 2015

Texto: Amarras

Fonte: www.tumblr.com

E dessas cordas e amarras, faço a graça do mundo todo. Pulo, me equilibro, enfeito e encaro. Sei sim para que servem, mas prefiro pular, prefiro assim. Sou rodopio de vento, riso frouxo desentoado; não faço o menor sentido, pois eu sinto até demais. Sou indigesta por digerir as dores e os azedumes dessa vida! Faço pouco da infelicidade e não a recebo nem que venha num embrulho de ouro! Eu engulo a seco, mas ando sorrindo, crendo em dias mais azuis e em sóis mais amarelos... Estruturalmente inversa, mas tão firme... "Empena, mas não cai": Falaram isso olhando pra mim, só pode!



Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

terça-feira, 3 de março de 2015

Texto: Rodopiar





E somos tão maiores que os cadeados...
Pudera eu sempre lembrar
Que a força que trago
É maior que a do mar
É raso e afoga
Afoga por medo de levantar
Acostuma-se a afogar
Levanta teus olhos, pequena
Mira na imensidão desse céu
Uma centelha de amor já te permite voar
Quem disse que precisa rimar?
Amor
Ama
Amando
Cuida, flor de liz
Cuida do teu perfume
Deixa o vento dissipar esse teu cheirinho
E sorri, miúda
Sorri que as pedras se retiram...



Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Texto: Como dois e vinte

Fonte: www.tumblr.com


A vida é uma palavrinha pequena, mas tão complexa... Quanta surpresa cabe nesse dissílabo? Quanta lágrima e quanto sorriso? Quanta vida cabe na vida? 
Duma hora pra outra, me vejo aqui, sentada, quase dez da noite, na companhia do meu cachorro, que era um animal tão temido por mim. A maior surpresa não é nem essa superação em si, mas o bicho que eu mais temia era esse: O encontro de mim, o silêncio dos outros. Aos vinte, tomando leite com nescau, assim como aos dois de idade. Um zero pós o dois, um intervalo de dezoito anos entre as xícaras e cicatrizes que correspondem aos quarenta. 
Muito barulho, muitos planos, muita mudança de planos... Dentre os presentes mais válidos, lá está o meu coração; ah, meu coração! Esse continua quentinho independente da idade, independente do que passe!

Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Texto: Avesso


Fonte: www.tumblr.com

De sobrenome "Teimosia", eu jamais me enquadraria 100% nos padrões (sejam eles de beleza, sejam de comportamento ou sei lá de que). 
Se é bonito cabelo grande, eu corto por causa do calor; se é pra sentar sutilmente, eu me jogo na cadeira; se é pra rir baixo, eu gargalho; se não é pra chorar, eu transbordo (e inundo). Se é pra comer pouco, me dá fome; se é pra comer muito, eu encho. Se todos andam malhando, eu malho a alma e teço um texto que me cobre em dias frios; se é pra ficar no ócio, eu oscilo e danço; se é pra dançar, eu canto; se é pra calar, eu sussurro, balbucio, clamo, falo ou extrapolo na piada. 
Sou teimosa, moço! Não é nem que seja pirraça, mas é aquela coisa de fazer por mim na hora que eu achar que devo.

Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Texto: Devoralma

Fonte: www.tumblr.com

Não tem nada mais gostoso que usar os adjetivos mais clichês e menos rebuscados com uma propriedade tão grande para me referir a ti (a nós). E em cada vez que eu te olho, eu descubro algo novo, um motivo a mais pra me apaixonar. 
Tua mania de enrolar o cabelo, teu sorriso de canto de boca, o brilho estonteante de teu olhar ao cruzar minhas retinas frenéticas... Porra, é muita covardia! Eu te embaralho com meu barulho e você me emudece com teu silêncio. Calei agora por um breve minuto para retomar esse êxtase que é viajar nas tuas lembranças, na minha malícia ao morder os lábios e te desejar nos ângulos que ainda desejo te ver e te sentir. Esqueci de citar tua voz falando o menos possível e da maneira mais incisiva no meu ouvido; esqueci talvez por perder os sentidos quando isso acontece, como você sabe muito bem... É pele, é fogo, é água (suor, lágrimas, cerveja), risos e muita intensidade. Uma montanha russa de sentimentos e sensações que só a gente sabe como funciona (ou nem a gente sabe, por isso é tão perfeito).

Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Texto: Eu



Fonte: www.tumblr.com

Eu tenho tanta vontade de te falar sobre o que eu sinto, que temo afogar-te em meio a tanta sentimentalidade. Eu quero tanto te agradecer por teres me lembrado o bom da vida, que morro de medo de você enjoar a minha voz incessante e a minha risada desentoada. Eu tenho tantas dores empalhadas nesse coração aqui, que vez por outra preciso transbordá-las para guardar bem teu amor. Não quero chover em ti, não quero te nublar (e você não sabe o medo que tenho de acinzentar teus dias)! 
De todas as frases, besteiras, conceitos, opiniões e textos desconexos que falo, saiba que você é o que de mais bonito me invade e que eu nem sei como falar... Minha bagunça, meu tumulto, minha correria, minhas mágoas, meus impulsos e tudo mais que compõe esse meu desarranjo ambulante amam cada pequeno detalhe teu, cada imperfeição tua me é perfeita! Deus me recompensou bem as minhas noites em claro, as minhas lágrimas pesarosas e os meus dias "infindáveis". Meu coração costuma falar baixinho, não sei porque e, vez por outra, minha cabeça caótica me afeta, me cansa, sabe? Mas, quando eu tô contigo, meu inquilino do lado esquerdo do peito vibra, sossega e impera aquela paz de tal forma que tudo mais se vai, voa, perde a força! "É ele e nada mais vai impedir!" - Susurra ele com uma segunda voz de Deus e tudo já não me aflige.



Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Texto: Mais Vida




Ninguém dorme no dia 31 e sofre amnésia. Não há quem consiga esvaziar-se, formatar-se por completo e romper os vínculos que a dor e os sofrimentos insistem em criar conosco. Os laços do bem também nos prendem; eles vêm cheio de sutileza e nos amarram às nossas lembranças, sabores, cheiros, fotografias e manias. Os vícios também ficam naquela pasta que não se apagam tão fácil... E então? O que é a passagem de ano? Só mudança de algarismos mesmo? Não sejamos tão radicais, não é? Um número muda e, com ele, fica implícito a vivência de um ciclo de, nada mais nada menos que 365 dias! Será se nada muda? Assistindo a uma novela, no capítulo seguinte, as coisas recomeçam. A noite acaba e mais um dia renasce, mas a história continua a mesma. José Assunção da Silva é o mesmo que está na identidade. Sua cicatriz daquela queda de bicicleta também continua ali no joelho esquerdo. A diferença é que, um "novo ano", um "ano novo", um "happy new year", chega segurando uma plaquinha dizendo: "Você tem mais vida!". Resta a cada um interpretar como lhes convém. Os cronômetros não zeram, mas passam a pesar. Eu diria que o que muda em cada réveillon é o peso do tempo, dos números, dos anos e do quanto investimos em prioridades que nem prioridades deveriam ser... Lavemos a alma como se lava aquela blusa com autógrafos de um artista querido: Com cuidado, com carinho e com cautela para não apagar as marcas que aqueles momentos deixam em nós (os bons e os ruins). Não é feio ter vivido, ter se jogado, ter se arriscado, mesmo que isso tenha doído. E daí? Você foi, apostou, honrou esse presente chamado "vida" e fez dele, nesses 365 dias, uma intensidade só. À você, que está ansioso para o ano novo, não deixo meu "feliz 2015" e sim os meus parabéns! Parabéns pela sua coragem e a sua vontade de ser pura intensidade por mais um ano!

Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Texto: Dormência




A pior dor é aquela que não dói. É um ardor simultâneo, que oculta o foco do problema. Aquela sensação tipo ânsia de vômito que nem sai nem fica. A gente força, cospe, corre pro banheiro e não sai nada (nem alivia) “Dizem que, quando a gente tá com muita dor, deita em posição fetal”- zumbia na minha cabeça as palavras da minha amiga quase enfermeira. Deitei, né? Eu sei que ela se referia à dor de barriga, de cabeça e não sei mais o quê, mas eu duvido existir dor pior que essa. Não passou! Eu gemia e apertava forte um travesseiro de fronha marrom. Marrom, sem vida porque já basta uma cabeça tão frenética repousando sobre ele. TIC TAC. O tempo corre, o medo aumenta.

Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Texto: Teimosia



E o que a gente faz quando o menino teimoso que deve levar um corretivo é o próprio coração? E o que a gente faz quando se sente tão fraco por sentir, meu Deus? Não teria como, de alguma forma, ter um outro cérebro no lugar desse músculo involuntário habitante do lado esquerdo do peito? Porque parece que essa é a anatomia predominante e eu, por má (ou boa) formação, nasci com um coração mesmo e muito barulhento, por sinal. Ele bate tão forte, que implode e explode, ao invés de fazer sístole e diástole. Eu não me permito errar (não com os outros) e ser assim, afeto com membros, parece ser um crime, um atentado ao modo de vida de todo mundo, inclusive ao meu. "Sou fraca?" - Pergunto a mim mesma e aos outros, como quem sabe que está gripado e vai ao médico mesmo assim. Se cogito a minha imperfeição, eis aí a minha maior demonstração de força! Sou humana na espécie e no viver. Eu sinto mesmo e sinto muito! Não vejo só os espinhos, ainda elucido as flores e elas cheiram tão bem ao meu olfato apurado e ansioso, que acabo esquecendo dos componentes de defesa. Sou assim mesmo e isso é congênito. Continuo achando fraqueza essa minha mania de deixar esse coração ser tão gasguito, mas, se ele é assim, algo certo, um dia, dirá.

Texto por Renata Linard, 19 anos, estudante de Jornalismo e dona da página "O que Brotou das Dores".



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